Funcionários saudáveis: oferecer plano de saúde é o bastante para tal?

Empresários e gestores sabem que o capital humano é peça-chave para o sucesso dos negócios. Por isso, as práticas voltadas para a gestão de pessoas também ganharam destaque e passaram a fazer parte do planejamento estratégico de muitos RHs.

É preciso investir em ações que garantam a retenção de talentos e a redução das taxas de rotatividade e de absenteísmo. Somente assim é possível formar equipes de alto desempenho, engajadas e comprometidas com os objetivos da empresa.

Nesse contexto, a saúde dos funcionários merece atenção especial. Afinal, os índices de produtividade estão atrelados às condições de trabalho e, principalmente, ao bem-estar e a motivação dos times.

A precariedade do sistema público e os altos preços cobrados pelas clínicas particulares, fazem com que o plano de saúde corporativo seja o segundo benefício mais valorizado pelos profissionais, atrás apenas do salário.

Entretanto, para conquistar funcionários saudáveis, é fundamental implementar a gestão de saúde, que inclui uma série de políticas e programas direcionados à prevenção e ao tratamento de doenças.

Dessa forma, cabe ao RH encontrar soluções que contribuam para a criação de ambientes seguros e colaborativos ― indispensáveis para a evolução de diversos indicadores gerenciais e financeiros.

No post de hoje, você entenderá um pouco mais sobre o assunto e conhecerá os principais fatores que favorecem a manutenção da saúde e o bem-estar dos colaboradores de uma empresa. Acompanhe!

Por que é importante ter funcionários saudáveis?

Funcionários saudáveis produzem mais e melhor, são proativos e dedicados à empresa. Assim, a produtividade individual e coletiva também aumenta significativamente.

Além disso, o investimento na saúde evita o passivo trabalhista e gastos indesejados com advogados, multas e até mesmo indenizações.

Outro fator a ser mencionado é que manter o bem-estar dos colaboradores também contribui com o controle dos níveis de estresse. Esse quadro pode ser agravado com o aumento da carga horária, o acúmulo de funções e a pressão pelo cumprimento de prazos.

Vale lembrar que a atuação do líder é determinante para o clima organizacional. Por isso, é essencial contar com planos de carreira e de sucessão para, só então, preparar as novas lideranças ― dando ênfase ao desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais.

De modo geral, isso significa que é preciso identificar as ameaças à saúde dos funcionários e providenciar os ajustes rapidamente, evitando acidentes, reclamações e a queda no rendimento dos trabalhadores.

Oferecer um plano de saúde é tudo?

O plano de saúde é um benefício bastante procurado pelos profissionais brasileiros. E, apesar de não ser uma obrigação legal, pode ser encarado como um diferencial oferecido pela empresa.

No entanto, somente o plano de saúde não é suficiente para garantir a qualidade de vida dos funcionários. Para tanto, existe a gestão de saúde corporativa ― um conceito mais amplo, aplicado por meio de programas e metodologias específicas.

Dentre as ações que apresentam maior eficácia nesse tipo de gestão, se destacam:

  • campanhas de vacinação;
  • incentivo à prática de esportes;
  • aconselhamento e acompanhamento nutricional;
  • orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs);
  • ações de combate ao tabagismo.

Esses programas também contemplam o acompanhamento de casos críticos, que podem envolver:

  • o alcoolismo;
  • a dependência química,
  • os transtornos de ansiedade;
  • a síndrome de Burnout e a depressão.

Além disso, a gestão de saúde corporativa considera a necessidade de estudos ergonômicos para a otimização de postos e de processos de trabalho, minimizando os efeitos negativos das atividades diárias.

A distribuição de EPIs (equipamentos de proteção individual) e a implantação de rodízios ou de pausas programadas deve ser avaliada pelos técnicos de segurança do trabalho ― com a intenção de mitigar riscos e evitar lesões.

Os exames periódicos também são contemplados por essa gestão, exatamente por permitirem uma análise mais detalhada da incidência e das causas de determinadas doenças.

Por fim, é preciso lembrar da ginástica laboral, que contribui para a redução de diversos problemas de origem musculoesquelética. Porém, essa atividade deve ser conduzida por um profissional especializado para tal, com formação em educação física ou em fisioterapia.

Com todos esses cuidados, é mais fácil garantir funcionários saudáveis e ao mesmo tempo, reduzir os custos com planos médicos.

Quais são os outros benefícios relevantes?

A empresa deve rever frequentemente a sua carteira de benefícios, ajustando o portfólio ao perfil de suas equipes. Nesse caso, a recomendação é realizar um mapeamento completo ― considerando cargo, faixa etária, estado civil, número de dependentes, escolaridade e hábitos de lazer e consumo.

Algumas opções, porém, se encaixam em vários cenários, tais como:

Parcerias com academias e assessorias esportivas

Essas parcerias promovem a socialização, o convívio, a integração e encorajam os funcionários a abandonarem o sedentarismo. A atividade física ajuda no controle a muitas doenças perigosas, como diabetes, a hipertensão e o sobrepeso.

Plano odontológico

O plano odontológico é mais um benefício valorizado pelos profissionais, proporcionando uma melhora na saúde bucal e na autoestima do indivíduo. Vale mencionar que problemas odontológicos também são a causa de vários atestados, ausências e atrasos.

Banco de horas e home office

O banco de horas é um mecanismo eficiente na flexibilização da jornada de trabalho. A empresa economiza com as horas extras e os funcionários ganham o direito a folgas planejadas ― para descansar, viajar ou tratar de assuntos pessoais.

Em algumas situações, também é possível implementar horários flexíveis e o home office. Essas alternativas diminuem os custos da operação e ainda contribuem para a qualidade de vida dos colaboradores.

Cardápio dos refeitórios e convênios com restaurantes e lanchonetes

Quando a empresa conta com refeitórios internos, é mais fácil incentivar uma reeducação, oferecendo cardápios balanceados ― elaborados por nutricionistas.

Se não existem refeitórios, o vale-alimentação passa a ser a melhor opção. Os convênios com restaurantes e lanchonetes de comidas saudáveis podem favorecer refeições mais equilibradas no dia a dia.

A gestão de saúde pode ser usada como ferramenta de negócio?

A gestão de saúde corporativa pode trazer uma série de vantagens competitivas para a empresa. Com políticas direcionadas ao bem-estar e a qualidade de vida, é possível alavancar importantes KPIs (Key Performance Indicators) ― como produtividade, lucratividade e eficiência operacional.

Para mensurar esses resultados, é preciso utilizar o ROI (taxa de retorno sobre o investimento). Esse cálculo permite confirmar a efetividade de cada uma das ações do programa e verificar a economia gerada com funcionários saudáveis, com a redução do uso do plano médico e com a queda das taxas de turnover e de absenteísmo.

Além disso, a empresa também fortalece a imagem de boa empregadora e consolida uma reputação positiva perante o mercado. Essa reputação faz com que muitos profissionais se candidatem às vagas divulgadas, tornando os processos seletivos mais ágeis e dinâmicos ― o que facilita a formação de equipes talentosas e empenhadas.

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