Presenteísmo: entenda como esse fenômeno impacta o seu negócio.

Absenteísmo e Presenteísmo são temas que, a cada vez mais, vêm assumindo importância estratégica na gestão de negócios.

Enquanto que o absenteísmo, evento caracterizado pelas ausências dos colaboradores observadas no ambiente de trabalho, já é dimensionado há longa data, apenas recentemente o Presenteísmo tem sido colocado em pauta nas diretrizes estratégicas da área de RH.

Isso por que ele pode ser muito mais danoso à saúde organizacional, principalmente em razão de sua potencial capacidade de proliferação no ambiente laboral.

Continue com este post e entenda como o presenteísmo impacta o bem-estar empresarial.

O que é o presenteísmo?

O presenteísmo consiste no registro da presença física do funcionário no ambiente de trabalho, porém, de uma maneira subprodutiva, isto é, sem atender às expectativas de sua atividade. Esse comparecimento apresentando uma produção muito aquém do esperado, pode ser resultante de inúmeros fatores, dentre os quais se destacam:

  • manifestação de alguma doença (geralmente doenças infecciosas, como resfriados e sinusites, ou doenças crônicas descompensadas, como o Diabetes tipo II, por exemplo);
  • estado de estresse excessivo;
  • estado depressivo-ansioso;
  • estados de dor crônica (enxaqueca, dores musculares e outras);
  • instabilidades domésticas;
  • stress econômico;
  • privação de sono;
  • relacionamento negativo com a chefia.

Deve ser considerado, ainda, o presenteísmo resultante do puro desinteresse do funcionário pelo trabalho. Neste caso, não há uma doença ou estado patológico como forças intrínsecas resultando em desatenção, mas tão somente o descaso com a atividade laboral. Assim, o presenteísmo pode se apresentar com sintomas físicos detectáveis, mas também com sintomas emocionais e comportamentais.

Que danos pode provocar?

A ocorrência do presenteísmo pode ser uma experiência muito danosa para a empresa, uma vez que o comportamento contraproducente de um colaborador pode influenciar os demais colegas. Isso se dá de modo marcante quando o presenteísmo é provocado, por exemplo, por insatisfações diversas existentes com relação ao trabalho.

Por sua vez, as perdas resultantes podem se tornar ainda mais intensas. A razão para isso pode estar na redução do trabalho dos demais para auxiliar o colega em condição ruim. Outra origem pode ser a contaminação de pessoas próximas por agentes infectocontagiosos, como nos casos de estados gripais de um indivíduo que se transformam em surtos (vários casos localizados) no ambiente de trabalho.

Além disso, a desatenção do funcionário presenteísta pode resultar em acidentes, como no caso de motoristas, operadores de máquinas e de equipamentos e outros.

Diferentemente do absenteísmo, o presenteísmo constitui uma ocorrência difícil de quantificar quanto aos seus efeitos. Assim, o dimensionamento das perdas e dos danos para a empresa não costuma ser muito preciso nesses casos, resultando em dados quase sempre subestimados.

Como pode ser trabalhado com os colaboradores?

De modo geral, a existência de programas de qualidade de vida na empresa pode reduzir a incidência de casos de presenteísmo. No entanto, os casos ocorrentes precisam ser devidamente investigados para que sejam conhecidas as suas causas e, desse modo, tomadas as providências pertinentes.

Por outro lado, existem questões internas que podem ser trabalhadas para reduzir as situações de estresse e de insatisfação com a empresa. Assim, podem ser referidas:

  • avaliação do clima organizacional;
  • estabelecimento de um plano de carreira;
  • maximização de perfis profissionais;
  • verificação de compatibilidade com as tarefas;
  • atenção médica adequada (exames periódicos, estímulo à vacinação);
  • educação para a saúde;
  • oferta de cursos e de participação em eventos de interesse;
  • implantação de um adequado sistema de gestão de saúde corporativa;

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